A Igreja no Brasil se questionou, por meio da Campanha da Fraternida-
de deste ano, sobre a realidade do tráfico humano. A Campanha Missionária
2014 retoma essa reflexão ao propor o tema Missão para libertar, e o lema
“Enviou-me para anunciar a libertação” (Lc 4, 18).
Hoje em dia, as vítimas do tráfico humano representam a escravidão
moderna. O conceito de tráfico humano, com seus desdobramentos, inclui o
tráfico para a exploração do trabalho; para a exploração sexual; para a extra-
ção de órgãos; e tráfico de crianças e adolescentes para adoção. Por isso, o
tema Missão para libertar vem a ser um grande desafio da atualidade para
a evangelização.
Na Sinagoga de Nazaré, Jesus inaugura seu ministério recordando a
profecia de Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu e
enviou-me para anunciar a Boa-Nova aos pobres...” (Lc 4, 18). E continuou:
“para pôr em liberdade os cativos...” (Lc 4, 19). Essa passagem inspira o lema
da Campanha Missionária: “Enviou-me para anunciar a liberdade”. A Missão
do Messias vem do Deus da vida e por isso, traz libertação para quem sofre
algum tipo de escravidão.
Jesus nos desafia a assumirmos essa mesma Missão para libertar.
Nesse sentido, a Campanha Missionária 2014 nos pede uma nova postura
diante da escravidão do tráfico humano em suas diversas expressões.
Ao olharmos para essa realidade à luz da Palavra de Deus, vemos que
a missão de defender e promover a vida continua urgente e sem fronteiras.
É o que podemos perceber no conteúdo desta Novena. Para cada dia, este
livrinho traz: 1) breve leitura da realidade; 2) iluminação desde a Palavra de
Deus; 3) testemunhos missionários; 4) reflexões; 5) orações; e 6) convite ao
compromisso. O objetivo é criar comunhão entre os diversos aspectos da
Missão e incentivar para o compromisso.
Como nos anos anteriores, a Novena vem acompanhada do DVD, com
destaque para os testemunhos missionários na Missão para libertar. Esse
rico conteúdo tem ajudado famílias e comunidades a viverem com maior in-
tensidade o Mês das Missões. Com isso, a nossa Igreja no Brasil se fortalece
e se abre com maior generosidade para a Missão Universal além-fronteiras.
Conforme o apelo do papa Francisco, “não nos deixemos roubar o entusias-
mo missionário!” (EG 80).
Que o Espírito Santo nos ilumine e Nossa Senhora Aparecida nos pro-
teja nessa jornada.
Equipe das POM no Brasil.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
# Paróquias homenageiam Nossa Senhora da Conceição Aparecida
Com o tema “Minha Alma se alegra em Deus meu Salvador (Lc 1,47)”, na Paróquia do Ipsep, todos os dias do novenário, que começa neste sábado, 4, haverá oração do Ofício da Imaculada Conceição, às 6h30; Adoração ao Santíssimo Sacramento, às 14h30; Momento Mariano com a recitação do Terço e Ladainha, às 18h; e Celebração Eucarística, às 19h30. A programação prevê, também, shows começando às 21h. Dentre as atrações confirmadas estão o Dj Angellus, frei Rosivaldo Torres e Banda e Comunidade Shalom e Dudu do Acordeon.
No dia 12 de outubro, Dia da Padroeira do Brasil, as comemorações começarão às 5h, com a Alvorada Festiva e as procissões saindo das cinco comunidades que compõem a paróquia em direção à igreja matriz. No local, os fiéis participarão de um café da manhã comunitário, em seguida, às 7h, haverá missa presidida pelo pároco do Ipsep, padre João Carlos Magalhães. Ainda pela manhã, o bispo emérito da Diocese de Palmares e vigário geral da arquidiocese, dom Genival Saraiva, presidirá a Missa Solene, às 10h.
A partir do meio dia, os grupos do Apostolado Coração de Maria e o da Divina Misericórdia conduzirão a recitação do Terço. Às 14h, os fiéis participarão de um momento de Adoração ao Santíssimo. O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, presidirá a Missa de Encerramento da festa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, às 16h. Em seguida, o religioso participará da procissão com a imagem da padroeira percorrendo as principais ruas do bairro do Ipsep, concluindo o cortejo com a bênção do Santíssimo.
JangaNa Paróquia do Janga, em Paulista, de 4 a 11 de outubro haverá celebrações eucarísticas sempre às 19h. A cada dia um religioso convidado conduzirá a missa sob a luz do tema, inspirado na Campanha da Fraternidade deste ano, “Com a Mãe Aparecida, alegres anunciamos o Cristo Libertador”.
No dia da padroeira, 12 de outubro, haverá Missa Solene, às 10h, presidida pelo pároco da região, padre Fábio Paz. Às 16h, o bispo emérito da Diocese de Palmares e vigário geral da arquidiocese, dom Genival Saraiva, preside a Missa de Encerramento da 17ª Festa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no Janga, seguida da tradicional procissão com o andor da santa.
Da Assessoria de Comunicação AOR
# Cônsul da Argentina no Recife entrega carta do arcebispo ao papa Francisco
O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, recebeu nesta sexta-feira, 3 de outubro cordial visita do cônsul da Argentina no Recife, Jaime Beserman, e esposa Patricia Membibre. O encontro foi na Cúria Metropolitana no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. O cônsul trouxe boas novas. Ele foi portador de uma carta de Dom Fernando endereçada ao papa Francisco.
No dia 10 de setembro durante catequese na Praça São Pedro, no Vaticano, o representante do país hermano entregou a mensagem ao Sumo Pontífice. A carta era um convite do arcebispo para que o papa possa incluir o Recife na visita que fará ao Brasil em 2017. De acordo com Beserman, ele afirmou ter conhecimento do conteúdo da correspondência. “Ele disse que havia recebido a carta e que sabia do que se tratava, mas que por enquanto não poderia dar uma resposta porque ainda não há nada definido quanto à programação. No entanto, disse que com carinho levaria o pedido em consideração”, contou o cônsul.
Beserman já havia tido contato com o arcebispo se colocando à disposição para manter um entrosamento entre a arquidiocese e país Sul americano. O último encontro foi no velório do ex-governador Eduardo Campos. Após a Missa de Corpo Presente, o cônsul e o religioso conversaram por alguns minutos. Ele informou que iria ao Vaticano e Dom Fernando pediu que entregasse a mensagem e reforçasse o convite.
“Reafirmei a importância dele visitar o Nordeste do Brasil onde o povo tem muita fé. Foi uma honra poder levar a mensagem e tentar ajudar a tê-lo por aqui. Bergoglio perguntou se podia me dar um abraço. Foi um momento inesquecível”, revelou o cônsul. Beserman entregou ao arcebispo fotos do momento em que entregou a carta ao papa.
Dom Fernando não escondia a felicidade com o fato do papa ter recordado da correspondência. “Não é uma resposta concreta, mas, é, sim, um sinal de esperança. Continuamos em oração e torcendo para que a vinda do Santo Padre seja confirmada”, ressaltou o arcebispo.
Da Assessoria de Comunicação AOR
# CNBB publica texto base da Campanha da Fraternidade 2015
O texto base utilizado para auxiliar nas atividades da CF 2015 já está disponível nas Edições CNBB. O documento reflete a dimensão da vida em sociedade que se baseia na convivência coletiva, com leis e normas de condutas, organizada por critérios e, principalmente, com entidades que “cuidam do bem-estar daqueles que convivem”.
Na apresentação do texto, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, explica que a Campanha da Fraternidade 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade.
“Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta dom Leonardo.
Proposta do subsídio
O texto base está organizado em quatro partes. No primeiro capítulo são apresentadas reflexões sobre “Histórico das relações Igreja e Sociedade no Brasil”, “A sociedade brasileira atual e seus desafios”, “O serviço da Igreja à sociedade brasileira” e “Igreja – Sociedade: convergência e divergências”.
Na segunda parte é aprofundada a relação Igreja e Sociedade à luz da palavra de Deus, à luz do magistério da Igreja e à luz da doutrina social.
Já o terceiro capítulo debate uma visão social a partir do serviço, diálogo e cooperação entre Igreja e sociedade, além de refletir sobre “Dignidade humana, bem comum e justiça social” e “O serviço da Igreja à sociedade”. Nesta parte, o texto aponta sugestões pastorais para a vivência da Campanha da Fraternidade nas dioceses, paróquias e comunidades.
O último capítulo do texto base apresenta os resultados da CF 2014, os projetos atendidos por região, prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade de 2013 (FNS) e as contribuições enviadas pelas dioceses, além de histórico das últimas Campanhas e temas discutidos nos anos anteriores.
Adquira o texto base da CF 2015: www.edicoescnbb.org.br ou (61) 2193.3019
Fonte: CNBB
# Paz nas regiões mais afetadas pela guerra nas intenções do Papa para outubro
Nas intenções do Papa Francisco para este mês de outubro está a paz para as regiões mais afetadas pela guerra e o Dia Mundial das Missões para que desperte o zelo por levar o Evangelho a todo o mundo.
Sua intenção evangelizadora é: “Para que o Dia Mundial das Missões desperte em cada cristão a paixão e o zelo por levar o Evangelho a todo o mundo”.
Fonte: ACI Digita
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
# Outubro mês missionário
Começa o mês de outubro. E começa com a comemoração de Santa Teresinha do Menino Jesus, a padroeira das missões, para a parte de oração e intercessão. Para o lado de ação missionária o padroeiro é S. Francisco Xavier, apostolo dos Países da Ásia Sul - Oriental.
Neste mês de outubro, Mês das Missões, a Igreja Católica celebra, no próximo dia 19, o Dia Mundial das Missões. Assim, em todo o mundo, são intensificadas as iniciativas de informação, formação, animação e cooperação em prol da missão universal.
O objetivo do Dia Mundial das Missões é promover e despertar a consciência e a vida missionária cristã, as vocações missionárias, bem como promover uma Coleta Mundial para as Missões, para o sustento de atividades de promoção humana e evangelização nos cinco continentes, sobretudo em países onde os cristãos são ainda uma minoria e as necessidades materiais, mais urgentes.
“Não se abre uma rosa apertando-se o botão”, escreveu alguém. É um pensamento muito próprio para uma reflexão sobre a vocação missionária do cristão para este mês de outubro, dedicado às missões. Jesus disse ao enviar os apóstolos para anunciar o ano da graça: “Eis que vos enviou como carneiros em meio a lobos vorazes” (Cf. Mt. 10,16). E, quando, mal recebidos em uma cidade, João e Tiago pretendiam mandar o fogo dos céus sobre aquele povo, mas Jesus os repreendeu "Não sabeis de que espírito sois." (Cf. Lc. 9,55).
A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O texto do profeta Isaias lido por Jesus na sinagoga de Nazaré (Cf. Lc. 4,16-22) e a si próprio aplicado, diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, eis porque me ungiu e mandou-me evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça” (Cf. Is. 61, 1-4)
E, logo a seguir, no Sermão da Montanha, revirando todos os princípios e conceitos que o pecado instilara nos corações dos homens, da sociedade e da cultura, declara bem aventurados os mansos, os misericordiosos e os que promovem a paz (Cf. Mt. 5)
O cristão que tem, pelo batismo, a vocação missionária, a missão de anunciar a Boa Nova, tem de ter, ele próprio, um coração semelhante ao de Cristo, manso e humilde, como pedimos na jaculatória, “fazei nosso coração semelhante ao vosso”.
Paulo VI, na Evangelii nuntiandi exorta: “A obra da evangelização pressupõe um amor fraterno, sempre crescente, para com aqueles a quem ele (o missionário) evangeliza.” (nº 79) e cita São Paulo aos Tessalonicenses (2Tes. 8) como programa.
Refere-se ainda, exemplificativamente, a outros sinais de afeição que o missionário tem de ter em relação ao evangelizando: o respeito pela situação religiosa e espiritual das pessoas a quem se evangeliza; a preocupação de se não ferir o outro, sobretudo se ele é débil em sua fé e um esforço para não transmitir dúvidas ou incertezas nascidas de uma erudição não assimiladas.
Um dos elementos mais importantes do cristianismo é a vida comunitária. Para quem é cristão, não existe lugar para o individualismo. Jesus nos mostra isso quando não realiza sozinho a sua missão, mas chama os apóstolos para participarem ativamente da sua missão.
Para o apostolado, Jesus não chama os melhores do ponto de vista da economia, da sociedade ou mesmo os mais santos; Jesus chama a todos, sem fazer qualquer tipo de distinção entre as pessoas.
Assim, nos mostra que na atuação pastoral, devemos nos preocupar não simplesmente em fazer o trabalho, mas sim em envolver a todos, para que a atuação pastoral seja comunitária e revele este importante valor do Evangelho. Vida irradiante de fervor e da alegria de Cristo.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
# Papa Francisco visita a Albânia na primeira viagem oficial a um país da Europa
Pontíficie criticou quem usa a religião como pretexto para justificar a violência
Papa Francisco criticou religiosos que utilizam Deus como pretexto para praticar violênciaFoto: GENT SHKULLAKU / AFP
O papa Francisco desembarcou neste domingo na Albânia, em sua primeira viagem oficial a um país da Europa, fora a Itália. Na visita de um dia ao país dirigido por uma coalizão entre muçulmanos, católicos e ortodoxos, ele denunciou o uso da religião como pretexto para justificar a violência.
– Que ninguém pense que pode proteger-se em Deus quando projeta e realiza atos de violência e abusos. Que ninguém use a religião como pretexto para as próprias ações contrárias à dignidade do homem e seus direitos fundamentais – disse o pontífice em Tirana, a capital albanesa.
O primeiro-ministro albanês, o católico Edi Rama, deu as boas-vindas ao papa, que também foi recepcionado de maneira calorosa por centenas de milhares de pessoas na praça Madre Teresa, onde celebrou uma missa. Em uma viagem em um carro aberto, Francisco parou diversas vezes para apertar as mãos dos albaneses e abraçar crianças. As medidas de segurança foram reforçadas ante o temor de eventuais ameaças de movimentos jihadistas contra o papa.
– A Albânia é um país que sofreu muito. Conseguiu obter uma paz entre suas diferenças religiosas. É um bom sinal para o mundo este equilíbrio a favor do bom governo – disse o papa, de 77 anos, aos jornalistas durante o voo a Tirana.
Diante do presidente Bujar Nishani, Francisco saudou com carinho a "terra das águias, uma terra de heróis, que sacrificaram sua vida pela independência do país, e terra de mártires, que deram testemunho de sua fé nos tempos difíceis da perseguição".
O papa, para quem a Albânia é um modelo de convivência entre religiões, destacou que "o clima de respeito e confiança recíproca entre católicos, ortodoxos e muçulmanos é um bem precioso para o país e que adquire um destaque especial neste momento".
Neste sentido, criticou os grupos extremistas que "desnaturalizam o autêntico sentido religioso, distorcem e instrumentalizam" as diferenças entre as diversas confissões e as transforma em um "fator perigoso de conflito e violência".
Apesar do discurso mencionar todas as religiões, a principal referência era a violência do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), acusado de cometer atrocidades no Iraque e na Síria.
– Pertencemos a outra comunidade religiosa, mas por respeito e reconhecimento viemos receber a bênção do papa – disse Hysen Doli, de 85 anos e muçulmano, na praça Madre Teresa.
Durante a visita de apenas 11 horas, o chefe da igreja católica fará uma saudação aos líderes religiosos e se reunirá com representantes do catolicismo, antes de visitar órfãos e pessoas com deficiência em um centro social a 20 km de Tirana. O encontro com dirigentes de outras confissões – ortodoxos, protestantes – e de outras religiões – muçulmanos, bektashis (corrente sufi) e judeus – será um momento importante da curta visita.
Na primeira viagem oficial a um país da Europa desde que foi eleito em março de 2013, Francisco também homenageará uma igreja em pleno ressurgimento após uma ditadura marxista, precedida por cinco séculos de domínio otomano. Em 1967, o ditador Enver Hoxha proclamou a Albânia o primeiro "país ateu" no mundo. Várias igrejas e mesquitas foram destruídas.
Atualmente, dos três milhões de albaneses, os muçulmanos representam 56% da população, que tem ainda 15% de católicos e 11% de ortodoxos. A igreja católica é minoritária, mas dinâmica. O pontífice deixará o país dos Bálcãs com um recipiente de cristal com terra do país da Madre Teresa de Calcutá, um presente entregue pelo primeiro-ministro em nome de todos os albaneses.
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