quinta-feira, 5 de junho de 2014

# SANTO do DIA

São Bonifácio, bispo e mártir
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05 de Junho - São Bonifácio

A esse infatigável missionário inglês atribui-se o mérito de haver tornado possível, com a evangelização dos povos germânicos de além Reno, a organização política e social européia, concretizada pouco depois por Carlos Magno.
Vinfrido, que receberá o nome do mártir Bonifácio em 719, quando o papa Gregório II lhe confiar a missão entre as populações germânicas, nasceu em Crediton, no Devon. Aos cinco anos ingressou no mosteiro beneditino de Exter. 
Ordenado sacerdote em Winchester, seguindo o exemplo dos monges ingleses e irlandeses, dirigiu-se ao continente impelido pelo desejo de levar o Evangelho às populações pagãs da Europa central. As circunstâncias não lhe foram favoráveis. Voltou dois anos depois, munido desta vez da aprovação e do mandato do papa, que lhe entregou uma carta de recomendação endereçada ao poderoso Carlos Martel, rei dos francos.
Bonifácio trabalhou por um par de anos ao lado de Vilibrordo, outro célebre missionário, visitando a Baviera, a Turíngia e a Frísia, e batizando milhares de pagãos. O papa Gregório II apreciou a obra do dinâmico missionário e o convocou a Roma, nomeando-o em 722 bispo de toda a Germânia transrenana. De 724 a 731, Bonifácio dedicou-se à evangelização da Saxônia, cujas populações eram inteiramente pagãs. Nessa difusão foi coadjuvado por missionários ingleses e irlandeses que ele deixava depois para continuar a obra nas várias missões.
Os sacerdotes adaptavam-se a fazer de tudo um pouco: professores, carpinteiros, enfermeiros. Alguns foram postos à frente de mosteiros fundados pelo santo bispo, agora arcebispo de Mogúncia, depois que o novo papa Gregório III lhe enviou de Roma o pálio com autoridade de ordenar outros bispos nos territórios evangelizados.
Em 753 elegeu seu fiel discípulo Lul para coadjutor na sede de Mogúncia, e partiu para a última missão na Frísia. Desceu com algumas embarcações ao longo do Reno e se dirigiu a Dokkum, onde se haviam reunido numerosos neófitos para a crisma no dia de Pentecostes. Durante a celebração de 5 de junho, uma turba de frisões, armados de espada, irrompeu no acampamento. Bonifácio tomou como escudo o evangeliário, mas um golpe de espada talhou em dois o livro e fendeu a cabeça do infatigável ancião. O bispo Lul transportou seu corpo para o mosteiro fundado pelo santo em Fulda, centro propulsor da espiritualidade e da cultura religiosa da Germânia.

terça-feira, 3 de junho de 2014

# CATEQUESE: OS 50 DIAS DA PÁSCOA (ARQ. DE OLINDA E RECIFE)

Os cinquenta dias da Páscoa

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Os Cinquenta dias que decorrem desde o Domingo da Ressurreição até ao Domingo de Pentecostes, inclusive, são celebrados com alegria e júbilo, como se fora um único dia de festa, mais, como se fora um “grande domingo” (Cerimonial dos Bispos, 371). Como já haviaindicado Tertuliano (160-220)e repetiram outros escritores eclesiásticos, a Páscoa cristã se prolonga por cinquenta dias, nos quais a Igreja celebra um único e mesmo Mistério: Cristo Ressuscitado, que é glorificado como Kyrios(Senhor), à direita do Pai na Ascensão, e envia o Espírito Santo em Pentecostes. Dentro desta unidade teológico-celebrativa,podemos distinguir os seguintes elementos estruturais:
O Domingo de Páscoa: Originariamente, o Domingo da Ressurreição não teve outra celebração que a Vigília Pascal, ao amanhecer. Quando a Eucaristia se adiantou para meia noite, começou-se a celebrar o Domingo da Ressurreição e durante o século V foi introduzida a Missa da manhã do Domingo de Páscoa, considerada desde a época de São GregórioNazianzeno (329-389) como festividade das festividades. A liturgia atual prevê que se celebre a Missa do dia de Páscoa com a máxima solenidade. Destaque, neste dia, para a Sequência VictimaePaschalilaudes, composição provavelmente do Século XI.
Oitava dePáscoa: Ao longo do século V ganharam importância especial os oito dias que seguem aPáscoa. A Igreja considera como um único dia de festa. Na liturgia atual, a Oitava dePáscoa é uma evocação continuada dasaparições do Ressuscitado, narradas pelos quatro evangelistas. Nestes dias, canta-se o hino de louvor.
Os Domingos e dias da semana de Páscoa: Os domingos do tempo Pascal são chamados II, III, IV, V, VI e VII da Páscoa. O Segundo Domingo ganhou recentemente o nome de Domingo da Divina Misericórdia, por desejo do Papa João Paulo II, mas continua sendo o II Domingo de Páscoa e nele se celebra Cristo Ressuscitado, o qual, com certeza, é misericordioso. O IV Domingo de Páscoa, embora nele se escute o Evangelho do Bom Pastor, não é liturgicamente assim chamado. Nestes domingos assim como nos dias de semana, cruzam-se a mensagem pascal da ressurreição de Jesus Cristo, a alegria daIgreja por haver recuperado seu Esposo, a vida nova do batismo e a ação do Espírito Santo na comunidade cristã e no coração de cada fiel.
Ascensão do Senhor: Só a partir do século IV, foi generalizada a celebração da Ascensão com personalidade própria, mas estava integrada antes nos cinquenta dias da Páscoa como fato ligado à vinda do Espírito Santo. É Cristo exaltado pelo Pai como Cabeça e de cuja glória participa a Igreja como seu Corpo, primeiramente como garantia e depois como em plenitude.
Pentecostes: No princípio do Século IV, começou-se a celebrar em Roma umaVigília no quinquagésimo dia da Páscoa, de idêntica solenidade a da Vigília Pascal. Até então Pentecostes era a conclusão do Tempo Pascal.  A liturgia atual quer viver o dia dePentecostes como encerramento dos Cinquenta dias de Páscoa. Na verdade, a Páscoa de Cristo consuma-se com a efusão do Espírito Santo. É Cristo, o Senhor, que derrama profusamente o Espírito.
A Páscoa ou o Mistério Pascal constitui o centro em torno do qual girao ano litúrgico. Na liturgia, de algum modo, todas as celebrações são sempre celebrações pascais. Dada a importância da Páscoa, esses dias devem ser vividos intensamente nas celebrações de nossas paróquias e comunidades. “Este é o dia que o Senhor fez para nós. Alegremo-nos e nele exultemos” (cf.Sl 117).Importante será valorizar o canto do Aleluia, sobretudo como aclamação própria antes do Evangelho.Os versículos que seguem esta aclamação pascal estão no Lecionário e expressam que Jesus Ressuscitado está presente na sua Palavra e que, sem dúvida, os seus pés feridos são belos eEle vem anunciar Paz a todos. Muito mais serão expressivas estas verdades cantando solenemente o Aleluia.
Neste tempo, não são permitidas Missas para diversas necessidades ou votivas, a não ser que haja uma grande exigência pastoral. Sempre indagamos se há realmente essa necessidade pastoral de celebrar, na Páscoa,por exemplo, a Missa votiva do Sagrado Coração de Jesus.As Missas pelos defuntos sejam celebradas de acordo com os formulários próprios para o tempo pascal.  Não haverá tempo melhor para celebrar pelos falecidos que quando celebramos a ressurreição de Cristo. Não há necessidade de mudar as leituras nem os formulários da Missa. Aqui uma atenção especial: o folheto da chamada Missa da Esperança, muito usado nas missas de sétimo e trigésimo dia, não tem lugar e não deve ser seguido neste tempo. Outra observação é que o Tempo Pascal prolonga-se durante o mês de maio, tão marcado pela devoção a Nossa Senhora. A devoção mariana será muito importante nas expressões de fé nas noites do mês de maio, masdeve-se ter o cuidado para que as celebrações litúrgicas sejam pascais. A Virgem Maria também se alegra pela ressurreição de seu Filho: “Rainha do Céu, alegrai-vos, aleluia! Pois Aquele a quem merecestes trazer em vosso seio ressuscitou segundo disse, aleluia!”
De grande importância para celebrar bem o tempo pascal será a escolha de cantos litúrgicos apropriados. Os nossos cantores precisam escolher bem os repertórios das celebrações respeitando o mistério da Páscoa, não se utilizando de cantos que são executados durante o ano todo e que nem sempre são litúrgicos. Vale apena dá uma olhadinha no Hinário Litúrgico IIda CNBB.
Nas celebrações litúrgicas, bem preparadas, pelas nossas equipes de liturgias e bem celebradas pelos presbíteros ou outros ministros, poderemos viver a experiência dos discípulos de Emaús, os quais sentiram o coração arder, quando o Senhor Ressuscitado lhes explicava as Escrituras e o reconheceram ao partir o Pão. Feliz Tempo Pascal!
Padre Moisés Ferreira de LimaPresidente da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para a Liturgia

# ABORTO PASSA A SER FINANCIADO NO BRASIL

Aborto passa a ser financiado pelo estado brasileiro na rede pública de saúde

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Dilma Roussef sancionou a Lei 12.845, abrindo assim brechas para a prática do aborto no sistema SUS, com recurso público. Publicação da Portaria nº 415, de 21 de maio de 2014
Os organismos que estão trabalhando internacionalmente pela aprovação do aborto são as Fundações (que planejam e financiam as ações) e as organizações não governamentais (que as executam) e que promovem tudo isso com enormes somas de dinheiro, como as Fundações Ford, Rockefeller, MacArthur, a Buffet (entre as fundações), e a International Planned Parenthood Federation (IPPF, que tem filiais em quase 150 países), a Rede Feminista de Direitos Sexuais e Reprodutivos, as Católicas pelo Direito de Decidir (que não são católicas, mas usam o nome para confundir principalmente os católicos), a Sociedade de Bem-Estar Familiar no Brasil (Benfam) e a International Pregnancy Advisory Services (IPAS), entre as ONGs.
A filial norte-americana da IPPF, por exemplo, detém uma rede que abarca 20% de todas as clínicas abortistas dos Estados Unid
os. Segundo a fundadora das falsas “Católicas pelo Direito de Decidir”, Frances Kissling, a IPPF só trabalhou na propaganda pela legalização da prática do aborto nos EUA, mas não queria entrar diretamente no negócio das clínicas “para não ser estigmatizadas” pelo público. Mas, numa longa entrevista tornada pública, ela mesma conta que as Fundações que financiam as atividades da IPPF obrigaram-na a entrar diretamente na estruturação e gerência da própria prática do aborto, tornando-se hoje a maior promotora de abortos na América e no mundo.
Argumento dos direitos reprodutivos
O argumento, portanto, dos direitos reprodutivos não passa de retórica, que seduz os desinformados (entre eles, os políticos), em prejuízo de muitos, especialmente as mulheres pobres, que são as mais vitimadas por essa lógica inumana.No Brasil a Fundação MacArthur, por exemplo, desde 1988, decidiu investir em programas de controle populacional, em nosso no País, alimentando várias OnGs para esta finalidade. No ano seguinte, em São Paulo, a então prefeita do PT, Luiza Erundina (hoje deputada nesta Casa) estabeleceu o primeiro serviço brasileiro de abortos em casos de estupro, no Hospital Jabaquara, dando início assim a uma rede que vem até hoje se ampliando e trabalhando com o objetivo de legalizar o aborto no Brasil, utilizando a estratégia de oferecer serviços de abortos nos casos não punitivos pela lei, que eles chamam de “aborto legal”, quando não é legal, pois ele continua sendo crime no Código Penal. E agora querem também de alguma forma flexibilizar a legislação, nesse sentido, com a reforma do Código Penal.
 Investimentos para “capacitar” médicos brasileiros
Os médicos brasileiros passaram a fazer parte de “capacitações” para aceitarem gradativamente a lógica do “aborto legal” iniciado no Hospital Jabaquara, depois também no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, no CAISM (Centro de Atendimento Integral à Saúde da Mulher), sob a direção do Dr. Aníbal Faúndes, e membro do Conselho Populacional de Nova York.
A mesma Fundação MacArthur de Chicago investiu nos Fóruns para o Atendimento aos Abortos Previstos por Lei, em congressos anuais, com profissionais da Saúde e organizações feministas. Vê-se que nesse processo e contexto, o atual governo brasileiro é o mais comprometido com esta agenda, até hoje.
Da banalização à legalização do aborto
Mas foi em 1996, após os acordos de Glen Cove entre o FNUAP, OnGs e Comitês de Direitos Humanos, que foi possível expandir os serviços de “aborto legal” no Brasil, criando assim o ambiente cada vez mais favorável principalmente entre os médicos para a banalização da prática do aborto, até chegar a plena legalização. Muitos acreditam estar trabalhando realmente em defesa dos interesses das mulheres, mas não têm o conhecimento mais a fundo da questão, e com isso favorecem os interesses das Fundações internacionais.
Em 1998, na gestão do Ministro José Serra (PSDB), tais grupos influíram para que o Ministério da Saúde adotasse a primeira Norma Técnica que permitisse, com uma medida do Executivo, ampliar tais serviços nos hospitais brasileiros. Para se ter uma ideia, pela Norma Técnica a mulher estaria dispensada de apresentar exame de corpo de delito para comprovar o estupro e solicitar um aborto, exigindo apenas a apresentação de um Boletim de Ocorrência, que pode ser obtido em qualquer delegacia de polícia sem necessidade da apresentação de provas.
Mais uma brecha, mais um ardil, fazendo avançar a agenda abortista, com o apoio do governo!Hoje há em nosso País uma rede de hospitais equipados para tais serviços, favorecidos não apenas por aquela Norma Técnica, como outras que vieram posteriormente. A 2ª Norma Técnica, eliminou a exigência do Boletim de Ocorrência e limitou a objeção de consciência. O médico, por exemplo, que está sozinho no serviço de emergência, tem que fazer o aborto. Se não fizer pode ser processado, por omissão de socorro.
É isso: Primeiro tem que matar, depois curar os outros.E assim, de todas as formas, o governo brasileiro buscou driblar as restrições legais, obcecado que está em cumprir seus compromissos com as agências da ONU e grupos internacionais, desde 2005, de modo mais acentuado (como comprova farta documentação), muito foi feito nesse sentido pelo Governo Lula, cujo partido do Presidente Lula e de Dilma Roussef chegou a punir dois deputados federais do próprio PT, de marcada atuação em defesa da vida.
Grupo de estudo para implantar o aborto
Em 2007, foi criado o GEA (Grupo de Estudos sobre o Aborto) que diz em seu próprio site, que é “uma entidade multidisciplinar que reúne médicos, juristas, antropólogos, movimentos de mulheres, psicólogas, biólogos e outras atividades. Não é uma OnG e não tem verbas próprias. Conta com inestimável apoio do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Seu foco é capilarizar a discussão do tema ABORTO sob o prisma da Saúde Pública e retirá-lo da esfera do crime.”.
Ainda em 2010, o coordenador do Grupo de Estudos para legalizar o aborto no Brasil, constituído pelo governo brasileiro, pago com recurso público, disse que a intenção não é apenas despenalizar o aborto, mas “a ideia é ir mais longe e não fazer mais do aborto um crime”. Grupo este formado por militantes e OnGs que promovem o aborto no Brasil, inclusive faz parte o Dr. Adson França, representante do Ministério da Saúde.
Aborto pago com recursos públicos
É preciso que o aborto não seja mais tido como crime para, anestesiada a consciência moral, utilizar então o Estado com recurso público a perpetrar este abominável atentado contra a vida, sem que haja resistência e restrição legal. O Estado que é constituído para defender a vida e a família, acaba portanto se voltando contra a vida e a família, como um Leviatã que oprime até a morte, por pressão das forças globalistas. E com os eufemismos, a retórica e a demagogia, invertem todos os conceitos. Descriminalizado, sem restrição legal, a defesa do aborto passa a ser a defesa de saúde pública.
Pílula do dia seguinte
O SUS então passa a fornecer abortivos químicos (a exemplo da pílula do dia seguinte), como explica o Dr. Ives Gandra da Silva Martins, “à custa de perigosa intoxicação da mulher, por vezes com conseqüencias desastrosas para a sua saúde”. Mata a criança no ventre materno e provoca danos á saúde da mulher, ao corpo e a alma da mulher. Pois os efeitos pós-abortos são causas, muitas vezes, da depressão, da angústia, de graves problemas psíquicos e até mesmo o suicídio.
Por isso, reafirmamos, que mente descaradamente o governo brasileiro quando diz que não está comprometido com esta agenda. Como fez a então candidata Dilma Roussef, em 2010, sobre esta matéria. Ainda no segundo turno, ela assinou uma carta compromisso de que era contra o aborto, dizendo ipsis literis: ““Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no país.”
Pois não é o que fez a sra. Presidente da República nesta matéria. As iniciativas que visam legalizar o aborto no Brasil têm vindo do Executivo, com a complacência e a conivência do Judiciário. Como há pouco me lembrou o Dr. Paulo Fernando Mello Costa, aqui presente, sugiro que assistam ao vídeo que ele fez, “Dilma Mãe do Brasil”, disponível no youtube.
Pressões no Congresso
Temos acompanhado, há alguns anos, o trabalho desta Casa de Leis e visto os esforços de parlamentares para aplacar a sede do sangue inocente. Mas as pressões não cessam, cada vez mais intensas, promovidas, estimuladas, de modo sutil e sofisticado, e também muito bem planejado e financiado pelas fundações internacionais e por vários setores do governo federal, inclusive do Ministério da Saúde, que recentemente encaminhou a esta Casa de Leis o então PLC 03, hoje lei 12.485, que foi vergonhosa e sorrateiramente tramitada e votada sem deliberação, sem sequer que os deputados percebessem a armadilha e deixassem escapar o ardil do governo, mostrou o seu desprezo à população (a maioria contra o aborto e pela vida), a Presidente sancionou a Lei 12.485, abrindo assim brechas para a prática do aborto no sistema SUS, com recurso público.
Aborto financiado pelo Estado
Agora, com a publicação da Portaria nº 415, de 21 de maio de 2014, o aborto passa a ser fato, financiado pelo estado brasileiro na rede pública de saúde. Com a Lei 12.845, o Ministério da Saúde, utilizando-se das Normas Técnicas já aprovadas, e agora com o endosso da Presidência da República, todos os hospitais do Brasil, independentemente de se tratarem de hospitais religiosos ou contrários ao aborto, serão obrigados a encaminhar as vítimas de violência à prática do aborto.
O projeto não contempla a possibilidade da objeção de consciência. Na sua versão original, o artigo terceiro do projeto afirmava que o atendimento deveria ser imediato.A partir da sanção presidencial e agora com a publicação da Portaria nº 415/2014, bastará apenas a palavra da mulher pedindo um aborto, e os médicos terão obrigação de aceitá-la, a menos que possam provar o contrário, o que dificilmente acontece. Mas pelo menos a mulher deveria afirmar que havia sido estuprada. Agora não será mais necessário afirmar um estupro para obter um aborto. Bastará afirmar que o ato sexual não havia sido consentido, o que nunca será possível provar que tenha sido inverídico. A técnica de ampliar o significado das exceções para os casos de aborto até torná-las tão amplas que na prática possam abranger todos os casos é recomendada pelos principais manuais das fundações internacionais que orientam as ONGs por elas financiadas. Com isto elas pretendem chegar, gradualmente, através de sucessivas regulamentações legais, até a completa legalização do aborto.
 (Texto enviado a ZENIT pelo Prof. Hermes Rodrigues Nery,
membro da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB)

# NOTÍCIAS DA IGREJA PELO MUNDO (ECCLESIA)

Iniciados os preparativos para a Peregrinação Nacional da Família

Com o tema “Família: caminhar com a luz de Cristo e a sabedoria do Evangelho”, acontecerão a 6ª Peregrinação Nacional da Família e o 4º Simpósio, nos dias 24 e 25 de maio, em Aparecida (SP). O evento pretende reunir peregrinos de todo o país com a proposta de refletir sobre a realidade da família brasileira. Em 2013, participaram da peregrinação mais de 150 mil pessoas. A expectativa da organização é superar esse número na edição deste ano.

Para o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, são esperadas muitas famílias das dioceses e comunidades próximas ao Santuário Nacional. Ele destaca que o Simpósio é uma oportunidade de formação.

“É um momento muito importante, não somente para rezar e apresentar as necessidades das nossas famílias à Virgem Maria, mas também para refletir e aprofundar sobre a nossa caminhada e perceber como a luz de Cristo pode iluminar a nossa realidade cotidiana de vida em família”, ressalta.

Diante dos desafios da vida em família, dom Petrini acredita “ser uma ilusão viver sem Deus”. Para o bispo, questões como a violência representa o distanciamento da família da prática espiritual. “A família cresce e se desenvolve tecnologicamente, mas perde em humanidade. Hoje constatamos muita solidão e tristeza. As famílias devem retornar ao desígnio de Deus e a Ele”, aponta.

Reflexão
Segundo dom Petrini a peregrinação nacional, além de ser espaço de formação, confraternização e aprofundamento das questões da família, possibilita visibilidade das famílias brasileiras que estão comprometidas com os valores humanos e cristãos. “A peregrinação é uma oportunidade de mostrar para a sociedade que tem muita gente que deseja ser família assim como Deus a imaginou, exatamente para ser uma fonte de alegria, de felicidade e realização humana”, explica.

O tema proposto para o evento quer refletir com os participantes sobre a vivência da espiritualidade em família, tendo como referências a luz de Cristo e o Evangelho. “Não podemos viver somente com aquilo que nos oferecem. Precisamos de um ponto de referência maior, para sermos permanentemente alimentados na capacidade de amor, de doação e serviço recíproco no interior da família e na sociedade”, enfatiza dom Petrini.

Entre os conferencistas convidados estão o bispo de Palmas-Francisco Beltrão (PR) e doutor em Ciências Bíblicas, dom José Antônio Peruzzo, que irá tratar da espiritualidade da família, e a poetisa, Adélia Prado, que dará seu testemunho sobre a vida em família.

Caravanas
A Comissão motiva as dioceses para que organizem suas caravanas rumo ao Santuário Nacional que está preparando uma estrutura de qualidade para atender as famílias peregrinas. As atividades do Simpósio serão realizadas no Centro de Eventos Padre Vítor, nas imediações da Basílica.

No domingo, 25, uma missa será celebrada no Santuário, às 8h, com transmissão pela TV Aparecida. Também está prevista a apresentação da orquestra de jovens do Santuário durante o 4º simpósio.

Com informações da CNBB
Da redação do Portal Ecclesia.

# EVANGELHO DO DIA

ANO A - DIA 03/06



Oração sacerdotal de Jesus - Jo 17,1-11ª

Assim Jesus falou, e elevando os olhos ao céu, disse: “Pai, chegou a hora. Glorifica teu filho, para que teu filho te glorifique, assim como deste a ele poder sobre todos, a fim de que dê vida eterna a todos os que lhe deste. Eu te glorifiquei na terra, realizando a obra que me deste para fazer. E agora Pai, glorifica-me junto de ti mesmo, com a glória que eu tinha, junto de ti, antes que o mundo existisse. Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu sai de ti e acreditaram que tu me enviaste.Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que tu me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. Eu já não estou no mundo; mas eles estão no mundo, enquanto eu vou para junto de ti”. PALAVRA DA SALVAÇÃO!

# MENSAGEM DO DIA


03/06 Deus é autor da vida

Reflexão
Deus é o autor da vida, 
não da morte.
Ele é o Senhor da vida, 
da renovação e da esperança. 
No entanto, existem pessoas 
que abreviam sua existência 
assumindo comportamentos autodestrutivos
(como, por exemplo, 
consumindo drogas, bebidas, cigarros). 
Embora saibam que 
tudo lhes é extremamente prejudicial,
não conseguem lutar 
contra a cruel realidade.
Se não puder ajudá-las diretamente,
reze para que Deus 
as tire desse caminho.


Meditação
Em tudo o que fizer, 
é preciso ter moderação.


Confirmação 
“Não há riqueza maior 
que a saúde do corpo,
nem contentamento maior 
que a alegria do coração”
(Eclo 30,16).



Uma mensagem por dia, o ano todo
Rosemary de Ross

# SANTO DO DIA


Santos Carlos Lwanga
e companheiros mártires
+ 1886

03 de Junho - Santos Carlos Lwanga e companheiros

O povo africano talvez tenha sido o último a receber a evangelização cristã, mas já possui seus mártires homenageados na história da Igreja Católica. O continente só foi aberto aos europeus depois da metade do século XIX. Antes disso, as relações entre as culturas davam-se de forma violenta, principalmente por meio do comércio de escravos. Portanto, não é de estranhar que os primeiros missionários encontrassem, ali, enorme oposição, que lhes custava, muitas vezes, as próprias vidas.

A pregação começou por Uganda, em 1879, onde conseguiu chegar a "Padres Brancos", congregação fundada pelo cardeal Lavigérie. Posteriormente, somaram-se a eles os padres combonianos. A maior dificuldade era mostrar a diferença entre missionários e colonizadores. Aos poucos, com paciência, muitos nativos africanos foram catequizados, até mesmo pajens da corte do rei. Isso lhes causou a morte, quase sete anos depois de iniciados os trabalhos missionários, quando um novo rei assumiu o trono em 1886.

O rei Muanga decidiu acabar com a presença cristã em Uganda. Um pajem de dezessete anos chamado Dionísio foi apanhado pelo rei ensinando religião. De próprio punho Muanga atravessou seu peito com uma lança, deixou-o agonizando por toda uma noite e só permitiu sua decapitação na manhã seguinte. Usou o exemplo para avisar que mandaria matar todos os que rezavam, isto é, os cristãos.

Compreendendo a gravidade da situação, o chefe dos pajens, Carlos Lwanga, reuniu todos eles e fez com que rezassem juntos, batizou os que ainda não haviam recebido o batismo e prepararam-se para um final trágico. Nenhum desses jovens, cuja idade não passava de vinte anos, alguns com até treze anos de idade, arredou pé de suas convicções e foram todos encarcerados na prisão em Namugongo, a setenta quilômetros da capital, Kampala. No dia seguinte, os vinte e dois foram condenados à morte e cruelmente executados.

Era o dia 3 de junho de 1886, e para tentar não fazer tantos mártires, que poderiam atrair mais conversões, o rei mandou que Carlos Lwanga morresse primeiro, queimado vivo, dando a chance de que os demais evitassem a morte renegando sua fé. De nada adiantou e os demais cristãos também foram mortos, sob torturas brutais, com alguns sendo queimados vivos.

Os vinte e dois mártires de Uganda foram beatificados em 1920. Carlos Lwanga foi declarado "Padroeiro da Juventude Africana" em 1934. Trinta anos depois, o papa Paulo VI canonizou esse grupo de mártires. O mesmo pontífice, em 1969, consagrou o altar do grandioso santuário construído no local onde fora a prisão em Namugongo, na qual os vinte e um pagens, dirigidos por Carlos Lwanga, rezavam aguardando a hora de testemunhar a fé em Cristo.